giz pastel: quem tem medo?


O giz pastel pode parecer um material muito difícil de se usar ao primeiro contato. À primeira vista, parece um giz bastante firme apesar de seco, mas em atrito com o papel, torna-se um pó super pigmentado.



Ele é constituído por uma mistura de carbonato de cálcio, pigmento e aglutinantes (goma arábica, por exemplo). Pode ser encontrado no formato de bastões ou de lápis. Por sua consistência porosa, pode oferecer efeitos translúcidos ou opacos de acordo com a quantidade de camadas de material que se aplica sobre a superfície. Pode ser aplicado sobre quase todos os tipos de papel, sendo mais comum o uso de papéis texturizados (como o papel Canson Mi-Teintes, por exemplo). Em geral, é melhor que a superfície seja mais áspera para maior aderência do material. Seu inconveniente é a necessidade do uso de um fixador ou verniz em spray ao final do trabalho.


Apesar de ser super poroso, é bem difícil apagar um traço feito com o giz pastel. A borracha mais adequada para essa técnica é a chamada “limpa tipo” (que já apresentamos no post anterior).


Apesar de ser utilizado geralmente sobre o papel, o giz pastel seco pode ser considerado uma forma de pintura. É um um material muito antigo, que esteve muito em alta nos séculos XVI e XVII entre artistas italianos e franceses, mas que já havia sido citado até por Leonardo Da Vinci como “um material elegante para se pintar a seco”. Essa comparação se deve à possibilidade de sua aplicação em camadas, construindo efeitos realistas e aveludados assim como uma pintura a óleo.



Perca o medo do giz pastel e aventure-se e suas possibilidades!

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